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AFASTAMENTO DO TRABALHO POR DEPRESSÃO: UMA REVISÃO DE LITERATURA - Perspectivas
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AFASTAMENTO DO TRABALHO POR DEPRESSÃO: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Beatriz Rayane Oliveira Santana (1),

Amanda Oliveira Barros (2),

Deborah Pimentel (3)

(1) Acadêmica em Medicina da Universidade Tiradentes, Rua Fernando de Noronha, número 159, 49085-140, Aracaju-SE, Brasil, Email: rhay_santana@outlook.com telefone: 79 999316217.

(2) Acadêmica em Medicina da Universidade Tiradentes, Rua Francisco Rabelo Leite Neto, número 990, 49037240, Aracaju-SE, Brasil, Email: amanda.o.barros@hotmail.com, telefone: 79 99988-2680.

(3) Deborah Pimentel, Avenida Beira Mar 1500/403,  49025-040, Aracaju-SE, Brasil, Email: deborah@infonet.com.br, telefone 79  999821714.

INTRODUÇÃO: o trabalho mais exaustivo foi considerado, no século XVIII, como o melhor remédio para a depressão e paradoxalmente, atualmente, essa realidade é considerada ultrapassada, pois nota-se que o ambiente de trabalho pode influenciar negativamente a vida dos  indivíduos. Dessa forma, diante de um cenário em que a depressão apresenta-se como uma das principais doenças incapacitantes no mundo, nota-se a importância de uma análise crítica dos estudos sobre o afastamento do trabalho pela depressão.

METODOLOGIA: revisão de literatura narrativa com caráter exploratório e com abordagem qualitativa. A revisão usou como filtro os  últimos 15 anos, através de pesquisa nas principais bases de dados: Pubmed, Lilacs, Bireme e Scielo.

MARCO CONCEITUAL: a perspectiva da psicopatologia classifica a depressão como um transtorno de humor ou transtorno afetivo,  atribuída à herança cultural e vivências emocionais do indivíduo, que são adquiridas durante o seu amadurecimento mental. Esse distúrbio neuropsicológico afeta desde o humor e a afetividade às condições físicas do indivíduo, ocasionando manifestações somáticas. A depressão está associada à diminuição da produtividade, podendo ocasionar o afastamento do trabalho, que ocorre quando o indivíduo é considerado incapacitado, seja por motivos de acidente ou doenças físicas ou psíquicas.

RESULTADOS: diante da análise, pode-se afirmar que a depressão é a maior causa de afastamento do trabalho dentre os transtornos mentais, acarretando, em média, de 10 a 360 dias de abstinência do emprego, a depender da profissão. Em relação ao sexo, observa-se uma maior prevalência em mulheres. Já em relação à idade, a maior ocorrência está entre a 4ª e 5ª décadas de vida. Em relação à escolaridade, a predominância é no nível superior. Vale ressaltar que a exigência do trabalho é considerada preditiva de afastamento pela depressão, sendo a educação a principal área relacionada, seguida pela saúde.

CONCLUSÃO: os presentes achados constataram que  há uma alta prevalência de afastamento do trabalho associada à depressão. No entanto, esse transtorno não é devidamente reconhecido na avaliação clínica, havendo a necessidade de uma melhor capacitação dos profissionais de saúde para diagnóstico e melhor acompanhamento dessa patologia.

REFERÊNCIAS:

CAVALHEIRO, G.; TOLFO, S. R. Trabalho e depressão: um estudo com profissionais afastados do ambiente laboral. Psico-USF, Florianópolis, v. 16, n. 2, p. 241-249, mai/ago. 2011

BATISTA, J. B. V.,  CARLOTTO, M. S., OLIVEIRA, M. N., ZACCARA, A. A. L., BARROS, E. O., DUARTE, M. C. S. transtornos mentais em professores universitários: estudo em um serviço de perícia médica. Journal of research fundamental care online, Rio de Janeiro, v.8, n.2, abr./jun. 2016. Disponível em: <www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/download/5009/pdf_1913>. Acesso em: 20 jun. 2016.

Artigo impresso em: 2019-08-17 07:33:29


Beatriz Rayane O. Santana et al.



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