TOPO
PERFIL DAS MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA ATENDIDAS NO IML DE CUIABÁ E REGIÃO – Perspectivas
fade
3868
single,single-post,postid-3868,single-format-standard,eltd-core-1.0,perspectivas alto grau-ver-1.0,,eltd-smooth-page-transitions,ajax,eltd-grid-1300,eltd-blog-installed,page-template-blog-standard,eltd-header-vertical,eltd-sticky-header-on-scroll-up,eltd-default-mobile-header,eltd-sticky-up-mobile-header,eltd-dropdown-default,wpb-js-composer js-comp-ver-4.12,vc_responsive

PERFIL DAS MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA ATENDIDAS NO IML DE CUIABÁ E REGIÃO

Paulo Luiz Nogueira (1),
Mariana Saeme Azevedo Utiyama (2),
Matheus de Toledo Ventura (3),
Hígor Guimarães Gomes (4)
(1) Paulo Luiz Nogueira. Mestre em Cirurgia, nutrição e metabolismo. Coordenador do curso de medicina do Centro Universitário de Várzea Grande – UNIVAG.
Av. Dom Orlando Chaves, 2655 – Cristo Rei, Várzea Grande – MT. (65) 3688 – 6007.
coordenacao.medicina@univag.edu.br
(2) Mariana Saeme Azevedo Utiyama. Acadêmica de medicina do Centro Universitário de Várzea Grande – UNIVAG. Rua Palermo, 26 – Jardim Itália, Várzea Grande – MT. (65) 99983 – 3630.
marianautiyama@gmail.com
(3) Matheus de Toledo Ventura. Acadêmico de medicina do Centro Universitário de Várzea Grande – UNIVAG. Av. Senador Filinto Muller, 1905, apto 303 – Quilombo, Cuiabá – MT. (65) 99949 – 2101.
matheustoledoventura@hotmail.com
(4) Hígor Guimarães Gomes. Acadêmico de medicina do Centro Universitário de Várzea Grande – UNIVAG. Av. Itaparica, 244, apto 303b – Coophema, Cuiabá – MT. (65) 99996-8161.
higorguimaraess@gmail.com
INTRODUÇÃO
A violência contra a mulher é um problema de saúde pública reconhecido por organizações internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS).(1) Apesar dos avanços, a violência ainda continua fazendo parte da vida de muitas brasileiras. Sendo o objetivo geral do presente estudo analisar os aspectos epidemiológicos e clínicos da violência física contra a mulher no ano de 2015 na grande Cuiabá, no intuito de gerar dados que possam ser utilizados em políticas públicas para redução dos casos de violência contra as mulheres.
METODOLOGIA
Trata-se de um estudo descritivo de analise de 5.200 prontuários de vitimas de lesão corporal atendidas no IML de Cuiabá/MT no ano de 2015. Como critérios de inclusão, foram elegíveis 602 mulheres vitimas de violência com faixa etária acima de 18 anos. Excluiu-se as vitimas com as seguintes condições: que sofreram violência sexual, mulheres onde foram solicitados exames cautelares de presos e vitimas de acidente de transito. As seguintes variáveis foram avaliadas: faixa etária; cor de pele; estado civil; tempo médio entre a lesão e a busca de atendimento; segmento corporal afetado; resposta aos quesitos oficiais. Os dados foram colhidos pelo programa Epi Info 3.5.1 (CDC, 2008) e analisados no M. Excel® e M. Word®.
MARCO CONCEITUAL
Estima-se que no mundo, cerca de 20 a 50% dos casos de violência doméstica seja causada por parceiro íntimo pelo menos uma vez na vida.(1) Ademais, o risco de uma mulher sofrer violência no próprio lar é 9 vezes maior que o risco na rua. Esses atos, tendem a ser repetitivos e cada vez mais agressivos. (2,3)
RESULTADOS
Os dados mostram que as mulheres mais atingidas estão na faixa etária entre 18 a 30 anos, são de cor parda, não são solteiras, com tempo médio de agressão e o atendimento no IML de 6 a 12 horas. Sendo, o agressor mais comum moradores do ambiente domestico da vitima. Na descrição das lesões, o segmento corporal mais atingido foi a face e, por instrumento contundente.
CONCLUSÃO
No Brasil, o enfrentamento da violência contra a mulher e o desenvolvimento de respostas institucionais tem contribuído para tornar a violência mais visível. Porém, isso não implica na cessação dos atos de violência. O presente estudo mostrou que a prevalência da violência entre as atendidas no IML Cuiabá é alta e compatível com o resultado encontrado em outras investigações(1,2,3,4).
REFERÊNCIAS
1. BORSOI, Tatiana dos Santos; BRANDAO, Elaine Reis; CAVALCANTI, Maria de Lourdes Tavares. Ações para o enfrentamento da violência contra a mulher em duas unidades de atenção primária à saúde no município do Rio de Janeiro. Interface (Botucatu), Botucatu , v. 13, n. 28, p. 165- 174, Mar. 2009 . Available from . access on 15 december. 2015.http://dx.doi.org/10.1590/S1414-32832009000100014.
2. SCHRAIBER, Lilia Blima et al . Violência contra a mulher: estudo em uma unidade de atenção primária à saúde. Rev. Saúde Pública, São Paulo , v. 36, n. 4, p. 470-477, Aug. 2002 . Available from . access on 15 december. 2015. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102002000400013.
3. MARINHEIRO, André Luis Valentini; VIEIRA, Elisabeth Meloni; SOUZA, Luiz de. Prevalência da violência contra a mulher usuária de serviço de saúde. Rev. Saúde Pública, São Paulo , v. 40, n. 4, p. 604-610, Aug. 2006 . Available from . access on 15 december. 2015. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102006000500008.
4. Garcia, Marilúcia Vieira Garcia. Caracterização dos casos de violência contra a mulher atendidos em três serviços na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 24(11):2551-2563, nov, 2008. Available from < http://www.scielo.br/pdf/csp/v24n11/10.pdf>. Access on 15 december. 2015.
Artigo impresso em: 2017-10-21 15:48:30


Paulo Luiz Nogueira et al.



ABMLPM - Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas - afiliada à AMB
Escritório Administrativo - Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 278 – 7º andar – Bela Vista
São Paulo – SP – CEP: 01318-901
Fone: (11) 3101-5994 / Celular: (11) 9.7403-4818 (operadora Vivo)

O conteúdo deste site não pode ser reproduzido sem permissão.