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AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE LABORATIVA DE MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA POR PARCEIRO ÍNTIMO: ESTUDO COMPARATIVO - Perspectivas
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AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE LABORATIVA DE MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA POR PARCEIRO ÍNTIMO: ESTUDO COMPARATIVO

Cinthia Emy Endo Amemiya1, Carmen Silvia Molleis Galego Miziara2, Ivan Dieb Miziara3.

1 Acadêmica de Medicina da Faculdade de Medicina do ABC

2 Professora Auxiliar da Faculdade de Medicina do ABC

3 Professor titular da Faculdade de Medicina do ABC

RESUMO

INTRODUÇÃO: Qualquer forma de violência contra a mulher representa violação dos direitos humanos, sendo um problema de saúde pública1,2. A violência por parceiro íntimo ocorre em uma relação íntima na qual o parceiro causa dano físico, sexual ou psicológico.1 As consequências psicossociais motivadas por violência são inúmeras e com variações de gravidade.3 Esse estudo avaliou a frequência de transtornos mentais e o impacto na produtividade do trabalho de mulheres que foram vítimas de violência por parceiro íntimo em comparação com mulheres pareadas sem antecedente de violência.

METODOLOGIA: Estudo transversal descritivo realizado no Centro de Referência da Mulher Vem Maria – Santo André. Foram entrevistadas 43 mulheres vítimas de violência por parceiro íntimo (GE) e 40 mulheres que não sofreram nenhum tipo de violência (GC) entre 18 e 49 anos. Foram aplicados questionários: sociodemográfico, classificação econômica Brasil da ANEP, World Health Organization violence against woman, self report questionnaire, work productivity and activity impairment – general health.

MARCO CONCEITUAL: poucos estudos abordam consequências laborativas de pessoas vítimas de violência.

RESULTADOS: As agressões causadas por parceiros íntimos foram físicas, psíquicas e sexuais, sem diferenças em relação ao nível sociodemográfico. Consequências psíquicas graves e consequente comprometimento da qualidade de vida e da produtividade laborativa foi significativamente maior no grupo de estudo em comparação com o grupo controle.

CONCLUSÃO: políticas públicas que coíbam as agressões contra as mulheres não devem se limitar apenas ao estabelecimento de sansões legais contra os agressores, no caso em tela, ao parceiro íntimo. Cuidados médicos e atenção psicossocial devem ser dispensadas a esse grupo de pessoas, pois as consequências não se limitam a questões físicas, as implicações mentais que repercutem negativamente na capacidade laborativa, fonte de sobrevivência e de independência financeira, é aspecto pouco considerado, mas de extrema importância.

Artigo impresso em: 2019-08-17 08:15:45


  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Prevenção da violência sexual e da violência pelo parceiro íntimo contra a mulher: ação e produção de evidência. Washington: OMS; 2010. [Citado em 01 jun 2018]. Disponível em: http:??apps.who.int/iris/bitsream/10665/44350/3/9782745716359pot.pd.pdf
  2. LINDNER, S.R. et al. Prevalência de violência física por parceiro íntimo em homens e mulheres de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil: estudo de base populacional. Caderno de Saúde Pública. 2015; 31(4):815-826.
  3. ANDERSON, J.C. et al. Injury outcomes in African American and African Caribbean women: the role of intimate partner violence. Journal of Emergency Nursing 2015; 41(1):36-42.
Cinthia Emy Endo Amemiya

Lattes CNPQ: 0486184208028212

Carmen Silvia Molleis Galego Miziara

Lattes CNPQ: 6916238042273197

Ivan Dieb Miziara

Lattes CNPQ: 3120760745952876



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