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COMPROMETIMENTO DA FUNÇÃO MASTIGATÓRIA E DANO ESTÉTICO EM MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA INTERPESSOAL - Perspectivas
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COMPROMETIMENTO DA FUNÇÃO MASTIGATÓRIA E DANO ESTÉTICO EM MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA INTERPESSOAL

Michelle Gomes dos Santos – acadêmica de Medicina – Faculdade de Medicina do ABC – santos.gomes.michelle@gmail.com

Daniela Mieko Abe – Odontolegista – Superintendência da Policia Técnico Científica do Estado de São Paulo – a.abe@uol.com.br

Carmen Silvia Molleis Galego Miziara – professora auxiliar – Faculdade de Medicina do ABC e da Universidade Nove de Julho – carmen.miziara@hc.fm.usp.br

Ivan Dieb Miziara – Professor titular – Faculdade de Medicina de ABC e professor associado da Faculdade de Medicina da USP – miz@uol.com.br

RESUMO

INTRODUÇÃO: A violência física contra a mulher é problemática recorrente, presente em todas as classes sociais, que repercute na saúde da vítima e em outros aspectos da vida diária. A região orofacial é considerada uma das mais afetadas em situações de violência interpessoal não fatal, entretanto estudos dessas lesões e suas consequências, anatômicas e funcionais são escassos, fato esse que justifica o objeto desse estudo. MÉTODOLOGIA: estudo retrospectivo por levantamento de laudos de mulheres atendidas no Núcleo de Odontologia Legal do IML – Central – de janeiro de 2014 a dezembro de 2016. O grupo controle (GC) foi composto por homens que também sofreram o mesmo tipo de violência. MARCO CONCEITUAL: poucas informações acadêmicas sobre as lesões orofaciais e suas consequências devidas a violência contra a mulher. RESULTADOS: O tempo entre agressão e a avaliação pericial variou de horas a nove dias (69%); foram analisados 148 laudos, 71 mulheres e 77 homens. A maioria das vítimas era de raça branca (64% GE e  73% GC), faixa etária entre 18 e 40 anos (nos 2 grupos), com ensino fundamental ou médio completo (GE 41% e 66% GC), solteira (GE 60% e GC 66%), 30% relataram agressão anterior (GC 2%), ocorrida principalmente na residência (56%) e pelo parceiro conjugal (54%), enquanto no GC a maioria ocorreu em via pública (61%) e por desconhecido (69%). A motivação da agressão no GE foi conflito familiar com o parceiro ou ex-parceiro (63%) e no GC por desentendimento (66%); nos 2 grupos a agressão foi causada por instrumento natural (mãos) e as fraturas (completas ou incompletas) e avulsões dentárias predominaram (46%), sendo gravidade considerada leve (GE 63% e GC53%) de acordo com o Código Penal. DISCUSSÃO: A região facial, predominantemente os dentes, é uma área facilmente atingida na agressão interpessoal, com possíveis sequelas anatômicas e funcionais, com repercussões estéticas e emocionais. A violência doméstica vitimiza mulheres diariamente, mas apesar de legislações protecionistas muitas mulheres ainda são vítimas diariamente. CONCLUSÃO: Mulheres jovens e solteiras são agredidas na própria residência por parceiros íntimos. As lesões dentárias repercutem de forma negativa na função mastigatória e na estética das vítimas; a violência doméstica é o principal fator. Medidas públicas ainda precisam ser mais efetivas.

PALAVRAS CHAVE: Violência contra a Mulher; Violência Doméstica; Traumatismos Faciais;



Michelle Gomes dos Santos

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Daniela Mieko Abe

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Carmen Silvia Molleis Galego Miziara

Lattes CNPQ: 6916238042273197

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Ivan Dieb Miziara

Lattes CNPQ: 3120760745952876

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