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PREVALÊNCIA DA SÍNDROME DE BURNOUT ENTRE PERITOS MÉDICOS FEDERAIS NO BRASIL - Perspectivas
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PREVALÊNCIA DA SÍNDROME DE BURNOUT ENTRE PERITOS MÉDICOS FEDERAIS NO BRASIL

João Nicolle Tupina Nogueira
Jairo Élcio Carvalho Silva

 

A saúde deve ser entendida como um processo social, físico e mental abrangente que ocorre ao longo da vida. A forma como o processo ocorre depende em parte da pessoa e, assim, das condições e oportunidades para encontrar condições específicas no ambiente sociocultural da existência que facilitam ou dificultam essa condição. O trabalho do perito médico é acompanhado por inúmeras circunstâncias estressoras, como a decisão de deferimento de pareceres, nas quais o perito se sente responsável pela definição da vida futura do beneficiário. O resultado se traduz em bem-estar psicológico ou doenças físicas e mentais. O estresse no trabalho pode provocar a chamada síndrome de Burnout, caracterizada pelo esgotamento físico e mental resultante do estresse laboral. A referida síndrome é responsável pelo afastamento de inúmeros profissionais de sua atividade laboral. Lamy (2015) identificou que 80% dos peritos previdenciários na gerência executiva de Campina Grande-PB tinham o risco iminente de desenvolvimento da síndrome. Nesse contexto, a presente pesquisa teve o objetivo de discutir a prevalência da síndrome de Burnout entre profissionais previdenciários no Brasil. Os objetivos específicos foram definir a síndrome de Burnout, analisar sua associação com as licenças e os afastamentos de profissionais no Brasil e identificar sua prevalência entre profissionais previdenciários. Para tanto, foi realizada uma revisão sistemática de literatura, buscando artigos publicados entre os anos de 2010 e 2019 que contivessem os descritores Burnout AND profissionais previdenciários, Burnout AND prevalência no Brasil, Burnout AND peritos médicos, nas plataformas de dados científicos Scielo, BVS, Scopus e Pubmed. A busca inicial retornou com 162 artigos. Após exclusão de pesquisas que não se adequavam ao escopo e revisões de literatura, restaram dez artigos para a discussão. Os resultados indicam que a síndrome de Burnout tem alta prevalência entre médicos previdenciários, mas que a pesquisa com este grupo ainda é incipiente, sendo necessárias pesquisas mais extensas que permitam caracterizar os fatores desencadeantes da síndrome entre médicos previdenciários, de modo a permitir a construção de protocolos de tratamento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



REFERÊNCIAS

1.Calnan M, Wainwright D, Almond, S. Job strain, effortreward imbalance and mental distress: a study of occupations in general medical practice. Work and Stress. 2010;14(4); 297-311.

2.Campos MA. Causas y efectos del estrés laboral. San Salvador: Universidad de El Salvador, Escuela de Ingeniería Química; 2016.

3.Peeters M, Rutte C. Time management behavior as a moderator for the job demand-control interaction. J Occup Health Psychol. 2015:10(1); p 64-75.

Joao Nicolle Tupina Nogueira

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